Este é o último post do ano de 2011. Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que visitaram este blog, que comentaram e que deram sugestões para os posts! Quem quiser enviar sugestões pode fazê-lo clicando no ícone da parte superior esquerda.
Eu espero que 2012 seja um ano de melhores projetos e obras, com menos erros, orçamentos e prazos mais precisos, além de menos inundações pelo Brasil afora!
Boas Festas e Feliz 2012! Estes são os votos da Autodesk do Brasil!
Foi lançada há algumas semanas no Autodesk Labs o Project Silverstar. O nome é bacana, mas para que exatamente serve essa extensão?
Basicamente quando você está projetando um perfil (greide) de uma rodovia ou ferrovia, você está sempre procurando a alternativa que envolva um mínimo possível de movimentação de terra (corte e aterro), mas que atenda a critérios de projeto, tais como, rampa mínima e máxima, comprimento mínimo de trechos em tangente, entre outros.
A extensão Project Silverstar visa definir qual o melhor perfil (greide) de projeto para uma determinada situação, que atenda aos critérios de projeto e que gere o menor custo possível. A partir de um perfil do terreno natural, como o da figura abaixo, a extensão (que roda na nuvem - na internet), irá propor um perfil de projeto com base nos parâmetros que você definir. Esta extensão é grátis para os usuários de Civil 3D e funcionará até 1º de Agosto de 2012.
A partir do perfil do terreno natural e após a realização de diversas iterações na nuvem, o perfil abaixo foi proposto pelo Project Silverstar no exemplo que eu fiz para testar.
Ainda é enviado para o usuário um relatório, com estimativa de custos e resumo da movimentação de terra prevista para o projeto.
Lembrando que os resultados propostos são estimados com base em uma largura de plataforma definida pelo usuário. Após a definição do perfil inicial para o projeto, o corredor deve ser modelado e os volumes definitivos devem ser calculados através das ferramentas tradicionais do Civil 3D.
O post de hoje tem por intuito ajudar no entendimento do dimensionamento de bacias de detenção (piscinões) no Autodesk Storm and Sanitary Analysis (SSA). Como já foi citado no post anterior (Cálculo do Volume de Bacias), a existência e dimensionamento de uma bacia de detenção é de suma importância, para o meio ambiente e para o sistema de drenagem.
No Autodesk Storm and Sanitary Analysis (SSA) é possível realizar as análises necessárias para dimensionar uma bacia de detenção (ou retenção), desde a análise da área e do volume da bacia, com a análise do volume de água retidado, determinação dos volumes de lançamento e do volume de água que infiltra no solo, se for o caso. No SSA os resultados podem ser extraídos graficamente ou através de tabelas.
O fluxo de trabalho e algumas dicas para a análise de bacias de detenção:
Em Project Options, deve-se inserir os dados sobre as unidades utilizadas bem como as especificações hidrológicas.
A bacia é representada por um Storage Node e os parâmetros de área, volume e infiltração da bacia devem ser definidos no Storage Node.
É necessário definir os parâmetros de todas os elementos de rede que se conectam a bacia, tais como rede de chegada, vertedouros de extravasão, orifícios e estruturas de lançamento.
Em Analysis Options devem ser definidos os parâmetros de análise, tais como, Tempo de Retorno do projeto.
O próximo passo é gerar as análises e verificar se existem transbordamentos tanto na rede quanto na bacia, para assim validar se o dimensionamento da bacia está OK! Se não estiver, todos os parâmetros, tais como, área e volume da bacia podem ser ajustados e uma nova análise realizada, até que se obtenha o resultado desejado.
A fim de eliminar as dúvidas relacionadas ao funcionamento do programa para este tipo de análise, disponibilizamos um tutorial sobre dimensionamento de bacias de detenção.
Obs*: O dimensionamento depende de diversas variáveis hidrológicas e hidráulicas, tais como, método hidrológico, tempo de retorno, geometria da bacia, entre outras. O tutorial disponibilizado neste post aborda apenas como é feita a modelagem no SSA, sem entrar em detalhes de hidráulicos e hidrológicos. A definição dos parâmetros de projeto deve ser precedida de estudos hidrológicos e deve atender às exigências do órgão contratante do projeto.
a primeira era como mostrar em planta quais áreas estão em corte e quais áreas estão em aterro;
a segunda era como criar uma linha que separasse as áreas em corte das áreas em aterro.
O colega Chirstopher Fugitt do blog Civil 3D Reminders deu uma dica ontem de como realizar a segunda tarefa (criar uma linha separando as áreas em corte das áreas em aterro) de maneira muito mais rápida e simples, e através de um só comando!
O comando que pode ser utilizado é o Minimum Distance Between Surfaces, que fica na Ribbon, na aba Analyze, na guia Ground Data, escondido dentro da seta para baixo.
Após selecionar este comando, você deve selecionar a primeira superfície de comparação (terreno existente, por exemplo) e depois selecionar a segunda (superfície de projeto, por exemplo).
Polylines 3D serão criadas para delimirar as áreas onde a diferença de elevação entre as duas superfícies é a menor possível (no caso 0 - zero).
Eu testei com a superfície da figura acima e ficou perfeito, foram criadas linhas nas regiões onde a diferença de elevação da superfície do terreno e da superfície de projeto é 0 (zero), que são a borda da superfície de projeto e os trechos que passam de corte para aterro e vice-versa.
Eu também recebi uma dica do Ricardo com outro método de criar sólidos do AutoCAD a partir de superfícies do Civil 3D. Vou postar essa dica na semana que vem.
Quem tiver dicas e sugestões de postes pode entrar em contato, que eu publico aqui!
Este ano a Autodesk lançou sua família de Suites. A Autodesk do Brasil fez um screencast (apresentação online) em português para mostrar como a Suite de infraestrutura pode auxiliar no projeto de infraestrutura e na gestão da infraestrutura existente.
Vale ressaltar que os produtos foram colocados juntos porque eles efetivamente trabalham juntos e fazem parte de um fluxo de trabalho, que começa com o projeto conceitual e vai até a manutenção e operação da infraestrutura, que servirá de base para projetos de reformas e intervenções, fechando o ciclo de vida da infraestrutura.
O software Autodesk® Infrastructure Design Suite 2012 foi criado com o intuito de ser uma solução completa de modelagem de informações de construção (BIM) para infraestrutura. Saiba o que vem em cada edição da Suite:
A versão Standard edition inclui os programas AutoCAD®, AutoCAD® Map 3D, Autodesk® Storm and Sanitary Analysis e Autodesk® Navisworks® Simulate.
A versão Premium edition inclui os programas AutoCAD®, AutoCAD® Map 3D®, Autodesk® Storm and Sanitary Analysis®, Autodesk® Navisworks Simulate®, AutoCAD® Civil 3D® e Autodesk® 3ds Max® Design.
A versão Ultimate edition inclui os programas AutoCAD, AutoCAD Map 3D, Autodesk Storm and Sanitary Analysis, AutoCAD Civil 3D, Autodesk 3ds Max Design e Autodesk® Navisworks® Manage.
Oi pessoal! Meu post sobre o AU (Autodesk University) Virtual grátis está bem atrasado, ele deveria ter sido feito na semana passada, mas antes tarde do que nunca.
Começando pelo AU Brasil 2011, tanto quem participou, quanto quem não participou, pode acessar todo o conteúdo no site da Comunidade de Usuários Autodesk - Brazil. Aproveite para se inscrever na comunidade e comece a interagir com os demais usuários brasileiros.
Como disse o Jeferson Stutz no blog cad-botequim, "Se grátis, até injeção na testa é bom, imaginem participar do AU Las Vegas Virtual!".
Tem várias seções interessantes para todas as áreas! Tem seções de AutoCAD, Civil 3D, Revit, Inventor, Infrastructure Modeler e muito mais.
No momento estou assistindo a seção de um colega, o Marcus Cardoso, que trabalha na Frazillio Ferroni (centro de treinamento e revenda Autodesk). A seção chama-se AutoCAD Civil 3D para Infraestrutura, mas aborda outras coisas além do Civil 3D, como BIM, Ciclo de Vida da infraestrutura, integração e mais. O Wagner Bersani, também da Frazillio Ferroni, disponibilizou a apresentação Melhoria da Gestão Municipal com o Uso de Cidades Digitais e BIM e o Marco Brasiel disponibilizou a apresentação Utilizando o BIM com o Autodesk Revit Structure para o Projeto de Estações de Metrô.
Parabéns Marcus, Wagner e Marco! Assistam as apresentações e façam avaliação das classes para incentivar nossos amigos a continuar desenvolvendo conteúdo em português! Até a próxima.
Olá! O post de hoje surgiu de uma dúvida de um colega, o Julius Gasparin.
Ele tem uma situação bem complexa de escavação com rocha, bermas, taludes, etc... e precisa visualizar em planta quais são as áreas que estão em corte, quais são as áreas que estão em aterro e precisa definir uma linha separando estas áreas, de preferência através de uma linha 3D (com elevações). Vamos lá:
Visualizando áreas de corte e áreas de aterro:
Pra começar, tenha uma superfície final para a terraplenagem projetada, se for um Corridor, crie uma superfície do Datum do Corridor;
Crie uma nova Surface, no tipo de Surface, selecione "TIN Volume Surface";
Selecione a superfície do terreno natural como "Base Surface" e a superfície de projeto como a "Comparision Surface", conforme a figura abaixo e clique "OK" para criar a superfície de comparação;
Selecione a nova superfície que foi criada (você pode dar um nome como: Areas_Corte_Aterro) e acesse a janela "Surface Properties";
Altere o estilo da superfície para um que exiba o Mapa de Elevações (hachuras coloridas mostrando as faixas de elevações);
Na aba "Analysis", selecione o tipo de análise como "Elevations"; se você estiver no Civil 3D 2012, escolha "Range Interval with Datum" e 0 (zero) como "Datum Elevation", senão escolha "Number of Ranges" igual a 2 (dois); clique na seta para baixo para executar a análise;
Altere os valores das faixas para que uma faixa represente corte, indo de -1000 até 0, por exemplo, na cor vermelha, e a outra represente aterro, indo de 0 até 1000, por exemplo, na cor verde; o valor 1000, neste caso, representa a diferença máxima de elevação entre o terreno natural e a superfície de projeto; Clique "OK" para fechar a janela e exibir a análise;
Agora sabemos quais são as áreas que estão em corte e quais as áreas que estão em aterro.
2. Criando uma linha para separar as áreas de corte e aterro:
Selecione a "TIN Volume Surface", a superfície de comparação que está exibindo as áreas de corte e aterro e acesse a janela "Surface Properties";
Na aba "Analysis", em "Analysis Type", selecione "User Defined Contours" e execute a análise com o valor de "Range" igual a 1 (um);
Altere o valor de cota da curva de nível criada para 0 (zero), conforme a figura abaixo e clique "OK" para fechar a janela;
Se o estilo da superfície não estiver exibindo as curvas de nível configuradas pelo usuário ("User Defined Contours" ou "User Contours"), altere o estilo da superfície para exibí-las, ativando "User Contours", conforme a janela abaixo;
Selecione a superfície de comparação, na "Ribbon" (faixa de opções com comandos) selecione o comando "Extract Objects"; na janela seguinte marque as "User Contours" e clique "OK", conforme a figura abaixo;
Agora já temos as linhas que separam as áreas de corte das áreas de aterro. Em alguns casos podemos querer que estes linhas obtenham elevações a partir da superfície de projeto, sendo assim linhas 3D;
Para isso basta selecionar a polilinha e usar o comando "Create Feature Line from Objects", marcar a opção "Assign Elevation" e depois selecionar a superfície de projeto.
Você pode usar o arquivo Download Linha_Corte_Aterro para viusalizar um exemplo com o exercício já acabado e a linha de divisão das áreas de corte e aterro extraída em 3D.
Se você tiver alguma sugestão para os próximos posts, por favor me envie, através dos comentários ou pelo email daniel.queiroz@autodesk.com, que assim que eu puder, eu tento postar algo para solucionar o seu problema.
O assunto do momento é, novamente, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Desta vez vários artistas de televisão se uniram para criar um movimento chamado Gota D'Água. O movimento tem vários objetivos, um dos imediatos é conseguir número de apoiadores suficientes para entrar com um pedido de paralisação imediata das obras, além da reanalise de toda a situação das populações envolvidas. Até o momento (11:03 do dia 23/11/2011), 1.025.100 pessoas já manisfetaram apoio a causa.
Opiniões pessoais a parte quanto ao que cada um acha mais correto neste caso. Qual é a lição, que nós, engenheiros, arquitetos, urbanistas, projetistas, empresários e até políticos, podemos tirar deste e outros movimentos do gênero?
Cada vez mais a comunicação dos projetos de maneira eficiente e transparente é necessária para aprovação pública e política dos projetos. A maior parte destes movimentos é motivida pela falta de informações, pela falta de compreensão das informações disponíveis e pela falta de divigulgação das informações disponíveis.
Tocando no ponto de falta de compreensão das informações disponíveis, a apresentação de projetos para o público e para os tomadores de decisão em formas de relatórios com 1800 páginas e plantas de projetos incompreensíveis para a população, como a figura abaixo, é inviável!
Isto não quer dizer que as plantas de projeto não tem mais utilidade. A finalidade destas plantas é muita clara, elas são documentos que guiam a execução dos serviços de engenharia, com informações importantes para a construção do empreendimento.
A população precisa de informações acessíveis e compreensíveis. As pessoas que irão conviver com as consequencias das obras precisam saber exatamente qual será a área alagada, qual parcela da fauna e da flora será afetada, quais serão os seres humanos afetados e quais serão as medidas mitigadoras tomadas.
Isto ajuda a solucionar um dos pontos, o outro ponto está muito mais relacionado ao acesso às informações. O blog da Usina Hidrelétrica de Belo Monte está no ar desde o começo do ano de 2011, com informações úteis e importantes, inclusive contendo comparações com energia eólica (que foi citada de forma aleatória no vídeo dos artistas) e outros temas interessantes. O vídeo abaixo apresenta de forma geral o projeto da Usina de Belo Monte.
Ainda há muita coisa para melhorar nos dois segmentos, o de apresentação das informações e o de divulgação e acesso às informações, mas uma coisa é certa, a era dos projetos que se parecem com caixas pretas e dos projeto governamentais com dados e justificativas que são mais díficeis de achar que agulha no palheiro está acabando!
Olá! Recentemente foi lançada uma nova versão da extensão de pontes para o AutoCAD Civil 3D, esta versão é compatível com o Civil 3D 2012 (tanto 32bit, quanto 64bit) e pode ser baixada no site http://labs.autodesk.com/utilities/civil3d_bridge/
A extensão Bridge Modeler permite modelar pontes com vários tipos de seções transversais, a partir de parâmetros configuráveis, tais como tipo de viga (metálica, concreto, seção caixão), larguras das vigas, posicionamentos dos pilares, estruturas de apoio, entre outros.
O vídeo abaixo dá uma visão geral de como a extensão funciona. No próprio site do Labs há links para os três vídeos que mostram como esta extensão funciona.
Depois de feita a modelagem da ponte no Civil 3D, é possível passar a geometria da ponte para o Autodesk Revit Structure, para que seja feito o detalhamento estrutural da mesma e posteriormente a análise estrutural no software Autodesk Robot Structural Analysis.
Em projetos de drenagem, atualmente é muito comum a inclusão de bacias de detenção ou retenção. Isto dá a vantagem de minimizar a possibilidade de inundação, ajudando a reduzir o pico do escoamento evitando sobrecarga no sistema de drenagem, bem como a reduzir os contaminantes da água escoada.
Para que seja possível a implantação de uma bacia, deve-se fazer um estudo verificando a área e o volume da bacia, de forma que tanto a rede de drenagem quanto a bacia não operem com sobrecarga.
Bacias de detenção ou retenção podem ser modeladas utilizando-se as ferramentas de Grading, conforme exemplo da apostila de Civil 3D disponibilizada em um post anterior (clique aqui para ver).
A determinação do volume de armazenamento da bacia, para posterior análise hidrológica/hidráulica da mesma, é feita através da extração de uma tabela que representa a curva Cota-Área ou Cota-Volume. Através destas tabelas é possível determinar o volume das bacias.
Abaixo estão os principais passos que devem ser realizados para determinação de volume de bacias no Civil 3D:
No Civil 3D, é recomendável que seja criada uma nova superfície contendo apenas a a área da bacia;
Deve-se realizar uma análise nas propriedades da superfície para exibir todas curvas de nível dos pontos notáveis da bacia (ex: cota de topo, cota de fundo, pontos de inclinação das paredes, ...) nas quais serão realizadas as análises.
Na aba Analyze, no painel Design, clique no item Stage Storage para que possa ser realizado o cálculo de volume da bacia. Para isso, deve-se definir a superfície, ou as features lines que devem ser utilizadas para o cálculo.
Por fim, é possível criar uma tabela no próprio programa, ou salvar um arquivo em uma extensão que seja compatíivel com os dados do SSA ou até mesmo salvar no formato txt.
Para melhor entendimento, criamos um tutorial de como realizar o cálculo de volume de bacias que está disponível no link:
Em um dos próximos posts mostraremos como utilizar os dados da curva Cota-Volume para dimensionamento e verificação hidráulica de estruturas de detenção de águas pluviais usando o SSA (Autodesk Storm and Sanitary Analysis).